Who done it?


Falando em séries…
Maio 10, 2007, 5:06 am
Arquivado em: Internet, Televisão, Vício

Pra quem gosta de ver seriados e não quer esperar pela TV a cabo.

Visitem esse site, é um YouTube de séries. A qualidade não é 100%, mas só de pensar que não precisa ficar baixando aqueles arquivos enormes me animo. Aqui em casa carrega rapidinho. Abriu, assistiu. É uma beleza. Pra variar, dica da Grazi Badke.

Ahhh, na onda dos posts de seriados, logo mais escreverei sobre a Segunda Temporada de Twin Peaks. Aguardem. rs…



Olha a choradeira
Maio 10, 2007, 4:57 am
Arquivado em: Internet, Televisão, Vício

Charlie

Essa semana foi meu recorde absoluto: 23h40min já tinha o episódio 20 de Lost baixadinho, pronto para ver. Dez minutos antes que na outra semana. A tecnologia não é uma maravilha? Eu vi o episódio praticamente ao mesmo tempo que os americanos, pois no Canadá passa uma hora antes. No meu notebook, deitadinha na cama, embaixo do edredon e tomando sopinha.

Sinceramente, acho que o negócio tanto para a ABC quanto para o pessoal que transmite a série nos outros países é passar os episódios simultaneamente em todo o mundo. Eles estão perdendo dinheiro!!! Pelo menos a AXN tá perdendo muito… Imagina que legal seria… Seria uma comoção nacional…

Eu não vou ficar comentando o episódio porque quem quer spoiler vai para sites como o Dude! We Are Lost. Já me xingaram o suficiente dizendo que eu entrego as coisas… rs… Digo isso: esse episódio foi muito bom, mas me deixou um pouco preocupada. Eu não estava… juro que não… Mesmo assim, se houver uma disputa entre Lost e Heroes como um amigo diz (hehehe), quem deu de goleada dessa vez foi Lost.

Agora só faltam duas semanas para o fim da terceira temporada, e a batalha vai começar.

Enquanto esperamos pelo SEASON FINALE, dá uma olhadinha no promo do episódio 21, da semana que vem, chamado Greatest Hits. É sobre o nosso roqueiro preferido, Charlie. Como dizem por aí, preparem os lenços.



Rex Stout – A Confraria do Medo
Maio 10, 2007, 1:10 am
Arquivado em: Literatura, Romance policial

Seguindo o meu projeto de estudar o gênero romance policial, o negócio agora é ler algo da obra dos váários autores. No domingo, li A Confraria do Medo, e esse foi meu primeiro contato com a obra do escritor americano Rex Stout.

A Confraria do Medo, ou The League of Frightened Men no original, é o segundo livro da série policial de Stout com o detetive Nero Wolfe. O ano de publicação, 1935, pode explicar algumas coisas. Em 1935, Agatha Christie, por exemplo, já era uma grande celebridade da literatura, e Dashiell Hammett brilhava no underground – certamente influências sofridas por Stout.

O que pude perceber nessa amostra ainda inexpressiva do obra de Stout é que ela é uma grande mistura das duas vertentes do gênero, o clássico e o noir. Na forma, sem dúvida se pode encaixá-la no romance policial clássico, especialmente pelas características do detetive Nero Wolfe (daqui a pouco falo dele). Na obra de Stout, como na de Conan Doyle e da Dama do Crime, o investigador é infalível e inatingível. A gente sabe que no final ele vai resolver o mistério e que nada vai colocá-lo em perigo. Ao mesmo tempo, contudo, ele colocou um pouco mais de ação na narrativa e levou o leitor para o “mundo do crime” da década de 30, com seus valentões em salas esfumaçadas e loiras fatais, elementos típicos dos noir. Mas, diferentemente dos romances “negros”, quem faz o leitor entrar em contato com esse universo não é o detetive, mas o ajudante dele, Archie Goodwin, que também é o narrador – outra característica do romance policial clássico, por sinal (Dr. Watson de Sherlock Holmes e Capitão Hastings de Hercule Poirot são apenas alguns exemplos).

O livro conta a história de um grupo de graduados em Harvard ligados por um acidente nos seus tempos de faculdade. A Liga da Expiação, a tal confraria do título, une esses homens que se sentem culpados pelo incidente que deixou um aluno novo aleijado. Durante muito tempo, a “liga” sustentou o manco. No entanto, ele passou a fazer sucesso no mundo literário com livros sanguinários e se tornou independente dos “amigos”. Mas o que era apenas culpa se transformou em medo quando dois membros da liga apareceram mortos e todos os integrantes do grupo receberam poemas macabros com o verso “Devias ter me matado…”. Mesmo assim, ninguém consegue nenhuma evidência que incrimine o “aleijado” dos dois crimes. É quando mais um deles desaparece que a corrida para colocá-lo atrás das grades começa.

Pessoalmente, achei o livro fraco. O quebra-cabeças é simples demais, mas esconderam as peças. Esse é um dos problemas. O outro é ainda mais grave: a própria construção das personagens é equivocada. Isso, explico a seguir…

NERO WOLFE

O detetive criado por Rex Stout é um equívoco. Primeiramente, porque o leitor praticamente não tem contato com Wolfe. Stout criou um protagonista que não sai de casa. Ok, os detetives do romance policial clássico se vangloriam de solucionar um mistério sem tirar a bunda da poltrona… mas trancafiar o investigador é demais.

Ele é um idoso obeso que adora jardinagem. É muito rigoroso com horários, nada o tira da rotina. Sair de casa, só para questões de vida ou morte. Sem contar que o egocentrismo e a megalomania de Wolfe fazem Hercule Poirot parecer a Madre Tereza. Em suma, é insuportável. Praticamente todo o livro decorre de ações do narrador, Archie Goodwin, enquando o detetive fica cuidando de suas orquídeas na estufa. Quando o leitor encontra Wolfe, ele está xingando Archie ou tomando cerveja enquanto xinga Archie. Juro, a cada copo de cerveja de Wolfe dá vontade de jogar o livro pela janela.

Vou dar mais duas chances ao autor… Veremos.